Parque Nacional de Timanfaya

As Montanhas do Fogo de Lanzarote
Se não fosse pelo intenso azul do céu, muitas fotografias tiradas em Timanfaya poderiam passar por paisagens do planeta Marte. Os vulcões e campos de lavas virgens deste parque nacional de 5.000 hectares situado junto à costa ocidental da ilha de Lanzarote constituem um dos espetáculos visuais mais pitorescos das Ilhas Canárias. Inalterada pela mão humana, nem a vegetação nem o clima tiveram tempo de modificar a beleza pura desta terra vermelha e azeviche incluída numa Reserva da Biosfera da Unesco.
Como visitar o Parque Nacional de Timanfaya
A qualidade ambiental de Timanfaya é tanta que para conservá-lo melhor só se pode aceder a determinadas zonas, a algumas delas após pagar uma entrada. No entanto, a oferta de atividades disponível é fascinante. As crianças desfrutarão a sentir o calor que emana entre as rochas do adormecido vulcão. Os mais intrépidos subirão a um dromedário e visitarão paisagens vulcânicas multicolores. E os apaixonados pela ciência poderão saciar a sua sede de conhecimentos no estupendo centro de interpretação de Mancha Blanca.
Altura
194 m
Flora interest
Catering
Parking
Perfoming center
Trekking routes
Public transport
Recreation areas
Wildlife interest

TENERIFE

TENERIFE

GRAN CANARIA

GRAN CANARIA

FUERTEVENTURA

FUERTEVENTURA

LANZAROTE

LANZAROTE

LA GRACIOSA

LA GRACIOSA

LA GOMERA

LA GOMERA

LA PALMA

LA PALMA

EL HIERRO

EL HIERRO
No te lo puedes perder
Imagen
Título
Rota dos Vulcões e veredas

Caminhadas entre as lavas de Timanfaya

Esta é a rota mais cómoda para conhecer de perto a beleza das Montanhas do Fogo do Parque Nacional de Timanfaya, em Lanzarote. O visitante só tem que entrar no promontório chamado de Islote de Hilario após pagar a correspondente taxa e esperar que seja a sua vez para entrar no autocarro da rota, que sai da própria ilhota. Uma vez a bordo, são 40 minutos de viagem por uma terra quase extraterrestre.

A rota, interpretada por áudio, leva aos sítios mais emblemáticos do parque: cones e tubos vulcânicos quase inalterados, caprichosos fluxos de lava que começam a ser colonizados pelos líquenes e campos de piroclastos avermelhados. Alternativamente, para caminhar através desta paisagem quase inalterada desde a sua criação, recomenda-se reservar lugar na Rota do Litoral e na de Termesana, com as suas correspondentes versões curtas, todas elas gratuitas.

Imagen
Título
Restaurante El Diablo

O assador vulcânico de César Manrique

Em poucos locais do mundo pode-se comer num restaurante construído à volta dum forno-assador alimentado pelo calor que emite um vulcão adormecido. Um deles é o Restaurante El Diablo, situado na Ilhota de Hilario do Parque Nacional de Timanfaya. O forno em questão é um poço vertical aberto na rocha sobre o qual se assam carnes, peixe e outros produtos locais da ilha.

Outro grande atrativo do restaurante é o seu design, assinado pelo artista de Lanzarote e grande defensor da natureza César Manrique, quem ajudou a embelecer uma ilha que hoje em dia é Reserva de la Biosfera da Unesco. Os janelões do restaurante oferecem umas vistas sensacionais das Montanhas do Fogo e das demonstrações de geiseres artificiais e fornos naturais da Ilhota de Hilario.

Imagen
Título
Ilhota de Hilario

Ver geiseres artificiais em Lanzarote

A Ilhota de Hilario é o coração turístico do Parque Nacional de Timanfaya e o local onde poderá comprovar porque os seus vulcões se chamam ‘montanhas do fogo’. Este promontório é um ponto importante de emissão de calor dos vulcões adormecidos da ilha de Lanzarote. Nalgumas partes da sua superfície a temperatura alcança os 100 graus centígrados. O pessoal do parque demonstra esta anomalia geotérmica mediante geiseres artificiais e fornos naturais.

A esta pequena colina edificada acede-se por um ponto da estrada LZ-67, onde se encontra um dos símbolos do parque: a escultura de metal conhecida como El Diablo de Timanfaya. A taxa que se paga neste acesso inclui a passagem para a ilhota e o bilhete para a Rota dos Vulcões. No interior do complexo está o restaurante El Diablo, desenhado –como El Diablo de metal– pelo grande artista de lanzarote César Manrique e cujo forno-assador utiliza o calor do vulcão.

Imagen
Título
Excursão em camelo

Passeio em dromedário pelas Montanhas de Fogo de Timanfaya

A alternativa exótica de visitar o Parque Nacional de Timanfaya a pé ou de autocarro é fazê-lo num dromedário. Esta excursão paga começa no "Echadero" (Local para Dormir de Camelos), uma área situada junto à estrada LZ-67, no limite oriental do parque. Desde este ponto saem caravanas de dromedários carregados com dois turistas cada um que percorrem durante 20 minutos a ladeira sul da espetacular montanha Timanfaya.

O passeio permite conhecer estes amáveis animais, adaptados à seca e intimamente ligados à história recente da ilha de Lanzarote. Quando o visitante se acostuma ao suave balançar, começa a descobrir as maravilhas geológicas que vão salpicando a rota: cones vulcânicos de cores vivas, mares de lavas rugosas e ladeiras de fina cinza vulcânica. Para saber mais sobre os dromedários e sobre a excursão, é recomendável visitar o pequeno museu que há no "Echadero".

Imagen
Título
Erupções de Timanfaya

História dos vulcões de Lanzarote

As erupções que criaram o Parque Nacional de Timanfaya e mudaram a ilha de Lanzarote para sempre ocorreram há quase 300 anos, entre 1730 e 1736. Durante esses seis anos, um sem-fim de vulcões estremeceram a terra, cuspindo lava e troços de rocha incandescente. As erupções maiores e mais importantes do vulcanismo histórico das Ilhas Canárias são bem conhecidas graças às detalhadas descrições de improvisados cronistas como o pároco da aldeia de Yaiza.

A feroz atividade dos vulcões criou novas paisagens, mas também arruinou a vida de alguns povos de Lanzarote. Em 1736, muitos habitantes locais saíram em procissão cristã e plantaram uma cruz para pedir à Virgem Maria que parasse o rio de lava que ameaçava a aldeia de Tinajo. A lava ardente deteve-se antes de chegar à cruz e os jubilosos devotos prometeram levantar uma ermida dedicada a uma nova invocação mariana, a Virgem dos Vulcões.

Imagen
Título
Centro de visitantes e interpretação de Mancha Blanca

Experimentar uma erupção em Timanfaya

As instalações modernas e acessíveis deste centro de interpretação, junto à sua interessante combinação de métodos para apresentar os valores do parque nacional, convertem-no numa paragem de interesse para todos os visitantes. Está situado fora do parque, na estrada LZ-67, antes de chegar a El Taro e a poucos quilómetros da povoação de Tinajo, e é de entrada gratuita.

A apresentação audiovisual do centro resume em 30 minutos os dramáticos acontecimentos que durante seis anos do século XVIII sacudiram a ilha de Lanzarote, transformando-a por completo e oferecendo aos seus atuais habitantes o tesouro que supõem estas Montanhas do Fogo. De facto, uma parte da exposição, conhecida como La Cueva, tenta reproduzir no visitante a sensação de viver em direto um acontecimento de grande envergadura.

Sustentabilidade
Sostenibilidad
- Nunca deixe resíduos de qualquer tipo no meio envolvente, incluindo pontas de cigarro. Os resíduos alimentares contribuem para a proliferação de roedores e gatos selvagens que constituem uma séria ameaça para a vida selvagem.
- Respeite os animais, não os incomode nem os alimente. Se vir algum animal ferido, pode contactar o número de emergência 112. Não arranque flores ou plantas.
- Não apanhe nem leve pedras ou qualquer outro elemento do meio ambiente. Também não o modifique empilhando as pedras para construir as infames "torres".
- Não caminhe em espaços não assinalados e respeite a sinalização dos trilhos. Sair dos caminhos assinalados causa danos ao meio ambiente e também pode ser perigoso para si e para aqueles que o acompanham.
- Não acenda fogos fora das zonas permitidas e tenha especial cuidado nos meses de verão.
- Tente não perturbar a tranquilidade do meio envolvente com ruído excessivo (música alta, gritos...).
3
10
262
10045